(não é) sobre vinis
sua imagem ioiô, vai e volta, feito disco arranhado na vitrola do meu sentir. agarrada ali naquele momento sonoro, persiste nas mesmas notas. quase parece remix de uma velha história conhecida em outros tempos, que já não é o agora. o disco antigo que conta nas suas marcas, a passagem de vida, testemunha de afetos, que não quer deixar ir pra outro tempo, o seguinte, diferente. novas notas, sons. palavras que cantam as próximas rimas descompassadas. signos significantes significados. tudo misturado e isolado. não é possível compartimentar sentimentos inscritos. tem uma canção bonita que me toca o coração, mesmo emperrada na repetição obsessiva, ansiosa... aquela, do encontro. o enlace de neuroses ambivalentes sonoras... a verdade é que nem Freud e nem Lacan ajudam nesse desenlace. tampouco Jung e seus símbolos. sonhos! essa nossa música dessincronizada, já foi marchinha, bossa, balada, samba... e, agora é blues, choroso, pedindo jazz, preso no arranhad...