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Mostrando postagens de dezembro, 2023

desconstruir é caminhar: das pequenas revoluções todo dia

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despedidas... venho de alguns anos de escolhas que exigiram quebras e perdas, muitas! com cada uma delas, um pedaço de mim que deixei pra trás junto de histórias e crenças e ideias e pessoas e mais um tanto de coisas, despindo-me, rasgando as camadas, pra esvaziar. o vazio. me vi cara a cara com ele muitos dias desde então. me furei inteira, vi-me peneira, com as sobras de mim, vendo um tanto de mim escorrer pelos furos, deixar ir. precisei de coragem, porque sempre houve medo. muito. desapegar dói, amputa-nos de alguma forma. leva embora nas águas a imagem familiar do espelho. é isso, não me sobraram muitas coisas conhecidas, na verdade, quase nada. permiti que o estranho -- familiar em algum lugar dentro de mim -- emergisse rompendo muitas barreiras de peles sobrepostas da caminhada até aqui vivida. entendi que crescer exige energia, paciência, coragem, força e vontade, um certo comprometimento com o desapego da tal roupa que não cabe mais, como diz a canção do Belchior,...

o triunfo do miojo: são tempos difíceis para os sonhadores

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O mundo de hoje, tal como posto, não tem espaço para os idealistas. Para os que rodeiam. Que circulam. Que se interessam por ideias e, sobretudo, pelas pessoas por trás das ideias. O mundo de hoje é do fazer e acontecer. Do rápido. Da solução sem problematização. O mundo de hoje não abre espaço para pensar por pensar. Para o questionar-despertar. O mundo de hoje quer flores sem ciclos. Quer florescer sem experimentar o experenciar processos. É o mundo do instantâneo, das soluções rápidas e práticas. Do não aprofundamento. O mundo de hoje é do mergulho no raso. É do poso no limite imposto, do processamento que não constrói e nem desconstrói, que reclama números e resultados. Que domestica o pensar e agir pela lógica do lucro. O mundo de hoje é do caminho mais rápido. Da subida mais fácil. Nem partida, nem destino. Nos caminhos fáceis e curtos, não há espaço para falta e, portanto, pro desejo. Só demandas! E respostas e demandas, até a exaustão. No mundo de hoje não cabem f...