caminhos espirais
de quantos erros somos constituídos? essa pergunta me veio à mente, como fantasma sussurrando algo a ser realizado, numa sexta-feira sem fim. deixei me tomar, me enevoar e fluir os pensamentos, sem intervir. pois bem. pensei que somos um bocadinho de muitas decisões, inclusive, algumas que não foram nossas, mas que nos marcarão por todo caminhar. e sabemos daquela velha sentença: pra cada escolha uma renúncia. encruzilhadas... apostas. quantas renúncias nos tornaram quem somos hoje e quem seremos no próximo minuto? me peguei pensando nas reflexões de Milan Kundera acerca da insustentável leveza do ser e sobre a qualidade positiva e negativa do peso e da leveza: essas renúncias e erros que nos constituem, pesam ou, ao contrário, nos tornam mais leves? e os supostos acertos? com nosso conjunto de escolhas, uma infinidade de "e se" remanescem do que nunca foi e nunca será. porque, nas encruzilhadas, só é possível um sentido a ser tomado. ainda não ...