vontades sitiadas
na cidade acesa
segunda
feiras
amarelos e vermelhos
te vi
atravessar-me, contornos
como flecha
rasgou-me
estômago coração mente
primeiro
deixou-me borboletas
segundo depois
as flores, aquelas
vermelhas
terceiro seguinte
nós barulhentos
atravessamentos
cruzou-me as vias
fantasias
que vesti pra te ter
em mim
levou um tanto
naquele dia
pra si
meu chão
tirou-me
o ar
ofuscou-me as vistas
confusas
amazonas noutro
canto
cidade iluminada
no trânsito
circular dor
senti seu sopro
invadindo-me
os pulmões
sendo sugada
pela vida, sua
flechas e setas
linhas cruzadas
paralelas
que não se encontram
assombrou-me
a presença ausente
do não perdido
vazio
do que nunca tive
e não pude ter
no assoalho,
quereres repartidos
vidros quebrados
pedaços
do laço, o mesmo
que amarrei, um dia
com arruda
a história
laia ladaia sabatana ave maria
dizia a ladainha
mania de você
atravessamos, juntos
avenidas
você lá eu cá
desatados,
rastros inscritos
de passagens
de dois, incertos
na mão dupla
são três
eu você, nós dois
o resto do mundo
contingências,
confusões confissões
(cupido com-fuso)
no corredor
circuito 11,86 km
belos horizontes
na cidade sitiada
vontades
um ponto
chamado abraço
é lá onde
eu encontro
todo dia, te querer.
"como flecha
ResponderExcluirrasgou-me
estômago coração mente
primeiro
deixou-me borboletas
segundo depois
as flores, aquelas
vermelhas
terceiro seguinte
nós barulhentos
atravessamentos"
🤌🏼