conjuntinho neon


estive pensando que eu gosto do conjuntinho que a gente faz. 
combinadinho descombinado, sabe? 

num estilo meio andrógeno, livre de julgamentos. desajustados.

escolhido com (falsa) despretensão, com o propósito dela no resultado e, por isso, cheio de pretensão no caminho do desejo mútuo encontrado em meio aos desencontros dos olhares trocados em um dia qualquer pela cidade viva. 

com cor neon e brilhosa que acende na luz azul e vermelha de contingências bonitas, coloridas e alegres. algumas horas misturados em tons pasteis e dourado cerveja e cinzas também... 

esse conjuntinho qualquer-roupa-serve e fica bonito, porque tem pele que combina no toque. 

porque no espelho tem intimidade na mordida nos lábios, no silêncio que diz muito, no jeito que lambe a seda e embola tudo em conversa fiada profunda na sequência. no jeito que cruza as pernas pra ouvir, sem atravessar sendo atravessado e que dança com roupa pelo no pelo. 

eu gosto mesmo desse conjuntinho atrevido que a gente faz quando tá junto. 

esse parzin desencontrado mais encontrado que muitos parzin poraí. 

eu gosto da gente sanduíche. 

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