palha assada de seriedade
a vida tá correndo solta a cada pedaço de horinha, em descontrole, aleatória aos ternos e reuniões e máscaras e poderes e títulos e convenções.
cada dia vivido ou não vivido é um a menos. no final das contas a gente tá sempre perdendo. melhor mesmo, portanto, é abraçar a glória de não ser vencedor – a não ser em pequenas partes fragmentadas.
viver como quem se vive só vivendo, sem tanta seriedade na interpretação do papel de si, dos outros. encarando a peça que ensaiamos todos os dias que nos respira a vida, com menos formalidades e burocracias e desperdícios de afetos.
buscar mesmo a alegria que existe na tristeza que permite saber-se alegria, a alegria, pelas lentes do contraste, sempre ambivalentes. todo mundo perdendo-se um bocadinho no caminho pra se encontrar. entende?
é na perda de tudo de cada um de todo mundo que residem os intervalos possíveis para os encontros dentro dos desencontros, esses lugares de restos e de faltas.
aceitar que o controle mora dentro do descontrole, quer dizer, não existe senão como ilusão pra bancar existir no espaço de nada saber.
aprender a confiar nesse desconhecer é habilidade das mais complexas, que, penso eu, exige não nos levarmos tão a sério.
é libertar dor e revolucionário assumirmo-nos, não só malabaristas mágicos trapezistas contorcionistas, mas, sobretudo, palhaços no grande circo que é estar vivo. lembra?
a vida tá correndo caprichosa e divertida por aí, indiferente da gente... pra que ser tão formal?

Que lindo!! ❤️❤️❤️ aconchego no alma!
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ExcluirQue delícia ler suas palavras ❤
ResponderExcluirque delícia ter minhas palavras lidas por você 💛
ExcluirPorque a vida é brincadeira cósmica 🫶🏼
ResponderExcluir✨✨✨
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